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Torrefadoras dizem que preço sobe em setembro
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Gazeta Mercantil São Paulo, 4 de Agosto de 2005 - Os preços médios dos cafés tradicionais aumentaram 1% nos supermercados da cidade de São Paulo na quinzena encerrada em 26 de julho, para R$ 8,37%, enquanto os preços gerais do café tiveram alta de 6,47%, para R$ 11,01 o quilo, segundo levantamento do Sindicato da Indústria de Café do Estado de São Paulo [Sindicafé].
Segundo o presidente do Sindicafé, Nathan Herszkowicz, os preços do café tradicional no varejo poderão ganhar fôlego a partir do início de setembro. 'O preço do café vendido por muitas indústrias ao varejo está defasado, pois elas não conseguiram concluir negociações de reajuste entre dezembro e abril', diz Herszkowicz.
Os preços do café verde vendido pelos produtores para a indústria e os exportadores deverão aumentar em outubro e novembro, período em que cresce a demanda dos países do Hemisfério Norte pelo produto por causa do inverno.
De acordo com o presidente do Sindicafé, o fim da colheita do café poderá confirmar que a safra é menor que as 32,5 milhões de sacas estimadas pela Companhia Nacional de Abastecimento [Conab], conforme expectativa do mercado.
'As notícias de queda ainda maior na produção de uma safra pequena vão contribuir para a tendência de alta dos preços. A demanda brasileira é de 42 milhões de sacas [consumo interno e as exportações]', avalia Herszkowicz, lembrando que a safra anterior foi de 38,6 milhões de toneladas.
[Gazeta Mercantil/Finanças & Mercados - Pág. 12][Chiara Quintão]
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Cooperativas aceleram novos investimentos
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O Estado do Paraná Rosângela Oliveira - Mesmo com redução nos lucros, devido às perdas com a estiagem e queda nos preços dos produtos agrícolas, as cooperativas do Paraná estão injetando recursos em ampliações e novos produtos. A industrialização será o foco principal, ao contrário da ampliação de áreas cultivadas.
A cooperativa Cocamar, de Maringá, pretende ampliar o parque industrial, pois hoje a industrialização já responde por 60% do faturamento. São fábricas de refino e envase de óleos vegetais, fiação de algodão e seda, torrefadora de café, destilaria de álcool, suco concentrado e congelado, néctares de frutas, maioneses, atomatados e molhos. O superintendente comercial e industrial da cooperativa, Celso Carlos dos Santos Júnior, destaca investimentos na produção de farinha de trigo e soja, bem como de vinagre de álcool, que deverá estar no mercado em um ano.
A linha de óleos especiais também receberá atenção, já que esse é um segmento que cresce cerca de 6% ao ano no Brasil. Além dos óleos de canola, soja, milho e trigo, a Cocamar tem investido no girassol, cuja cultura foi uma alternativa para a diversificação nas propriedades - apesar dos produtores estarem enfrentando problemas com o ataque de pombas nas lavouras. Mas a ‘menina dos olhos’ da cooperativa no momento são as bebidas à base de soja [BBS]. Segundo Santos Júnior, as bebidas Purity foram lançadas em 2003 e hoje detêm mais de 15% do mercado em São Paulo. Até 2006 a Cocamar também irá fabricar iogurte de soja.
Malte De cada seis cervejas consumidas no Brasil, uma é feita com malte produzido na Cooperativa Agrária Entre Rios, em Guarapuava. E com a pretensão de ampliar essa margem, a cooperativa vem negociando junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Social [BNDES] recursos na ordem de R$ 60 milhões para a construção de uma nova unidade industrial - R$ 20 milhões serão recursos próprios -, que ampliará em 50% a produção de malte - hoje atinge 150 mil toneladas. O diretor financeiro da Agrária, Arnaldo Stock, afirma que, desde que os recursos sejam liberados, teriam condições de colocar a unidade fabril em atividade no prazo de 18 meses.
A Cooperativa Coamo, de Campo Mourão, projetou investir R$ 140 milhões - no biênio 2004/06 - na melhoria e abertura de novos entrepostos - atualmente são 84 unidades de recebimento de produtos em 51 municípios do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul com capacidade de armazenamento de 3,3 milhões de toneladas. Nos próximos meses a Coamo também ampliará a produção de margarina, prestando serviços para uma empresa que ingressará no mercado. A
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Café Iguaçu é uma das principais apostas da Marubeni, que completa 50 anos de Brasil
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Uma das maiores exportadoras de café do Brasil, com um faturamento de R$ 394 milhões, em 2004, a Café Iguaçu é um dos principais investimentos do Grupo Marubeni do Brasil, que está completando 50 anos de operação no país. Além de ser o principal acionista da Café Iguaçu, o Grupo Marubeni importa e distribui mais de 3.000 toneladas de Café Iguaçu no mercado japonês, que é um dos principais mercados da empresa.
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