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Café fervendo faz mulher processar McDonald´s
CAFETERIA - quarta-feira, 27 de julho de 2005 16:39 por Send Yahoo Messanger message to author News Cafeicultura
Invertia - Uma mulher queimada por um café numa lanchonete do McDonald´s em Moscou, em 2004, conseguiu aumentar nesta quarta-feira [27] para US$ 31 mil seu pedido de indenização numa corte da cidade. Olga Kusnetsova diz que, ao deixar o balcão com o café numa bandeja, tentou abrir uma porta para se dirigir ao pátio do restaurante. Subitamente, a porta se fechou, batendo na bandeja e derrubando o líquido na região de sua barriga.

Segundo ela, os funcionários da lanchonete não esboçaram reação quando houve o acidente. 'Pedi ajuda e algum tipo de produto para colocar na ferida. Fiquei dez minutos esperando e, como não houve, decidi dirigir até um hospital', contou Olga ao juiz. Por causa da queimadura, ela precisou ficar três semanas em recuperação, sem poder trabalhar. O McDonald´s nega a responsabilidade pelo incidente alegando que, nos copos de café, há uma advertência sobre o cuidado no manuseio. []






 
Sabor que rende ótimos lucros
CAFETERIA - quarta-feira, 27 de julho de 2005 14:50 por Send Yahoo Messanger message to author News Cafeicultura
O Dia - RJ - Para atrair e fidelizar a clientela, restaurantes do Rio investem no preparo de cafés com blends personalizados Silvana CaminitiUma boa notícia para os apreciadores de café: a cada dia mais empresas investem na bebida com sabores, aromas e gostos diferenciados, cada uma ideal para um tipo de paladar. O que permite as variações do café é o blend – mistura de grãos de diferentes regiões produtoras, que resulta em bebidas com aromas achocolatados ou frutados, suaves ou adstringentes, com acidez média ou alta, e pouco ou muito encorpados.

É como se cada empresa criasse um café personalizado. No Rio, os restaurantes estão entre os empreendimentos que mais investem na bebida, agregando valor ao produto, ao buscar um blend estilizado.

Preparo é uma verdadeira alquimia, diz especialista

De olho no mercado que surgiu com o crescente interesse na mistura de grãos, o Café Florença se especializou em criar cafés exclusivos para restaurantes do Rio. Profundos conhecedores do tema, José Guilherme Tavares dos Santos e sua filha Ana Luisa Bernacchi Santos, donos do café, têm como clientes algumas das melhores casas.

A rede de cafeterias The Bakers é um exemplo. Dany Geller, proprietário da The Bakers, conta que a idéia era oferecer um café que fosse exclusivo da casa, que o cliente só encontrasse ali. “Depois de testes com os consumidores, definimos um blend, que tem a marca da loja”, comenta Geller.

Ana Luisa explica que o mix de grãos pode ser feito com porcentagens variadas, e que uma bebida nunca fica igual a outra. “Você pode, por exemplo, misturar 80% de café de uma determinada região e 20% de outra. A mistura vai sendo feita como o cliente quiser. É uma verdadeira alquimia”, ensina Ana Luisa.

Café Florença: 2287-8101; The Bakers: 3209-1212

Várias opções em um mesmo lugarEspecializado na bebida, o Armazém do Café é outro exemplo de empresa que investiu na criação de um blend próprio. Os cafés servidos e vendidos no estabelecimento, diz a gerente Margarida Alvim, são escolhidos por região produtora, tipo, bebida e peneira. “Na loja, é possível comprar o café torrado na hora, misturar vários tipos [blends, como no uísque] e criar o aroma preferido”, explica Margarida.

O sofisticado maquinário instalado na casa, localizada na Rua do Ouvidor, no Centro do Rio, chama a atenção: além do equipamento italiano em que o café é preparado, uma grande máquina para torrar os grãos, feita no Brasil, e canhões, que mineralizam a água e eliminam sujeiras, fazem parte do arsenal usado na busca permanente de excelência. Marcos Modiano, dono do Armazém do Café, conta que entrou no ramo do café influenciado pelo tio.

“A primeira escala do aprendizado sobre a bebida foi no laboratório de prova de café, que meu tio mantinha em seu escritório. Ali, aprendi a separar, peneirar e conhecer a origem. O café pode ser tão sofisticado quanto o vinho, com a variedade de tipos, aromas e sabores”, acrescenta Modiano.

Armazém do Café21] 2242-5183

Rede de cafeterias vende os grãosA rede de cafeterias Fran’s Café também aposta numa bebida com sabor personalizado para conquistar o mercado. Nas 80 lojas que a marca tem atualmente no País, o café é responsável por grande parte dos ganhos da empresa, que, nesta época de temperaturas mais baixas, chega a vender entre 25% e 40% mais, dependendo da cidade. Com um ambiente interno pensado para oferecer sensação de bem-estar aos clientes, as lojas Fran’s Café comercializam mais de 900 mil xícaras de café por mês.

O produto pode ser degustado nas formas expresso, latte ou em variações que levam sabores adocicados ou bebidas alcoólicas, dependendo do paladar do consumidor. A diferença entre os blends apresentados pela rede foi obtida com muita pesquisa, com grãos de diferentes regiões produtoras.

Uma das mais tradicionais do ramo de cafeterias, a empresa também comercializa café torrado e moído para os clientes que preferem degustar grãos diferenciados em casa. O Fran’s Café Expresso é vendido nas lojas da rede e em mais 33 unidades dos supermercados Pão de Açúcar.

Fran’s Café11] 5056-0043








 
Na Etiópia, um café com gosto de Seattle
CAFETERIA - sábado, 23 de julho de 2005 11:28 por Send Yahoo Messanger message to author News Cafeicultura
The New York Times - ADDIS ABABA, Etiópia – Parece com Starbucks. Cheira e tem gosto parecido. Em uma confortável cadeira parecida com a do Starbucks certamente parece real.
Mas a mais recente cafeteria na capital da Etiópia não é um Starbucks, mas uma cópia, a criação de uma fã do Starbucks que tentou trazer a franquia para a Etiópia, o local de nascimento do café, segundo muitos relatos. Mas ela teve que se contentar com um sósia depois que a gigante de Seattle negou o pedido de parceria.



A Kaldi’s tem um logotipo parecido e uma decoração parecida, seus funcionários usam aventais verdes parecidos. No balcão, existem opções de café “pequeno” e “grande” parecidas, apesar de ficar exclusivamente com as variedades de café da Etiópia, enquanto o verdadeiro Starbucks incluiu grãos da Etiópia entre muitas outras ofertas.



“Eu sempre amei o Starbucks, o ambiente dele”, disse Tseday Asrat, proprietária da Kaldi’s, aludindo a inspiração óbvia de seu negócio de um ano. “Então criamos nossa própria versão aqui”.



De nenhuma forma a Kaldi’s é a única impostora por aqui. O último hotel a abrir perto do aeroporto é um “Marriot”, outra cópia que usa um “t” a menos, mas tem a fonte igual à cadeia de hotéis J.W. Marriott. Existe uma loja de conveniência chamada 7-11, sem conexão com a rede 7-Eleven em tantas esquinas dos EUA.



Oficiais da Starbucks não ficaram muito empolgados quando descobriram sobre a cópia. “Mesmo onde parece engraçado, esse tipo de apropriação indébita do nome de uma companhia [e reputação] dilui os direito de marca”, uma porta-voz da companhia, Lara Wyss, disse em uma mensagem por e-mail, acrescentando que a companhia prefere resolver esses conflitos amistosamente.



A cafeteria sósia não está exatamente roubando lucros da verdadeira Starbucks, apesar da Kaldi’s ser popular e logo abrirá uma segunda loja. E Asrat não tem medo da competição da rede, que já viu muitos rivais colocarem placas “Fora de Operação”.



“Eles não podem competir comigo”, ela disse asperamente.



Ela admitiu que uma grande companhia como o Starbucks pode teoricamente tentar minar seu negócio com preços menores. Mas os preços daqui já são bem baixos. Um macchiato pequeno com um bolinho de chocolate parecido com o do Starbucks custa apenas 6,50 birr, menos de um dólar e caro para os padrões da Etiópia. Um similar em um Starbucks nos EUA custaria mais que cinco vezes esse preço.



EM se tratando de conhecer o gosto do consumidor da Etiópia, Asrat claramente tem uma vantagem. Ela aponta que os etíopes não gostam de pedir café no balcão, o estilo do Starbucks. Ela tem um balcão, completo com um vidro mostrando seus doces, como o Starbucks, mas seus clientes geralmente sentam e fazem o pedido pelos garçons.



“Os etíopes gostam de ser tratados como reis quando vêm a lugares como esse”, ela explicou. “Eles gostam de dizer, ‘garçom, um macchiato. Garçom, volte aqui, esquente isso. Garçom, que tal um bolo agora?’”



Eles também esperam um serviço de valet, algo que não se encontra no plano de negócios de um Starbucks típico. Muitos etíopes, especialmente jovens modernos, gostam de parar na frente de uma cafeteria e pedir um café pela janela. Em uma cafeteria rival havia mais serviço de drive-in do que nas mesas em uma tarde recente.



Para provar sua teoria sobre a importância de se ter estacionamento, Asrat apontou para uma aconchegante, mas quase abandonada cafeteria do outro lado da rua. “Eles têm um café bom, mas olhe só”, ela disse com pena em sua voz. “Não existe lugar para estacionar”.



Seu estacionamento estava cheio, com carros e garçons balançando suas bandejas com cafés e bolos. Na nova cafeteria que ela logo abrirá, haverá espaço para 200 carros, ela disse.



Tradicionalmente, etíopes levam seu café para casa, bebendo vagarosamente, com apenas amigos próximos e a família. Eles torram os grãos no local, parte de uma cerimônia elaborada que continua uma parte importante da cultura daqui, mas que nem sempre é prática para quem está em movimento.



Apesar de estar misturando a cultura etíope com a americana, Asrat não viveu nos EUA. Mas seu marido, um piloto da Ethiopian Airlines, fazia viagens regulares, freqüentemente a levando.



Ela disse que não sente nem um pouco de culpa sobre sua imitação. Afinal, uma lenda disse que o café veio da Etiópia quando um pastor chamado Kaldi notou que seus bodes estavam pulando de alegria depois de comerem estranhos grãos. O Iêmen, do outro lado do Mar Vermelho, também alega ser o local de nascimento do café. Qualquer que seja o caso, uma coisa é clara. O café não surgiu de Seattle.



Asrat tem a histórica de Kaldi impressa na parede de sua cafeteria, orgulhosamente promovendo as raízes etíopes de seu produto. Mas até mesmo aí o Starbuck serviu de inspiração. Asrat admite que não conhecia a lenda de Kaldi até ler sobre ela no site do Starbucks.







 
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