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Café Iguaçu vai instalar unidade na Espanha
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Global 21 - Por causa da queda na taxa de câmbio, algumas empresas planejam diminuir sua atuação no mercado internacional. Não é o caso da Café Iguaçu, de Cornélio Procópio [PR]. Nesta semana, a empresa formou uma joint venture com a Seda Solubles, fabricante espanhola de café solúvel. Juntas, as duas companhias vão investir 15 milhões de euros na construção de uma planta industrial em Palência, na Espanha. A nova fábrica vai entrar em operação no segundo semestre de 2006 e terá uma capacidade de produção de quatro mil toneladas de café solúvel por ano. Todo o café gerado na unidade espanhola passará por um processo químico conhecido como “liofilização”, que prolonga o sabor e o aroma do produto. Atualmente, a companhia paranaense exporta para mais de 40 países – e as vendas externas correspondem a 80% do faturamento. Para a diretoria da empresa, investir em tecnologia é um dos fatores mais importantes na conquista do mercado internacional. 'Nossos concorrentes são empresas transnacionais. Temos que igualá-los tecnologicamente, para poder oferecer produtos de mesmo nível', afirma Rodolpho Seigo Takahashi, vice-presidente da companhia. Segundo ele, as certificações internacionais também abrem portas para o mercado externo. A Café Iguaçu teve um faturamento de R$ 395 milhões em 2004.
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Brasil perde mercado externo no solúvel
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Folha de São Paulo MAURO ZAFALON - Há dez anos, o Brasil participava com 29% das exportações mundiais de café solúvel. Em 2002, esse percentual era de apenas 15%. Nesse mesmo período, os países consumidores -sem produzir café- elevaram as exportações em 174% -de 4,2 milhões para 11,5 milhões de sacas.
Já os países produtores passaram de 4,5 milhões de sacas para 5,4 milhões -aumento de 20%. Desempenho ainda pior foi o do Brasil, que manteve inalteradas as vendas externas de café solúvel em 2,54 milhões de sacas nesse mesmo período. Os dados são de Mauro Malta, secretário-geral da Abics [Associação Brasileira de Café Solúvel], e mostram, segundo ele, o quanto as indústrias brasileiras e os produtores estão perdendo participação no mercado internacional.
Nos cálculos de Malta, se o Brasil tivesse mantido a participação de 29% no mercado externo que tinha há dez anos, estaria exportando atualmente o correspondente a 5 milhões de sacas de café solúvel -o dobro de 1995.
Malta diz que essa perda brasileira tem uma razão: a dificuldade em se fazer 'drawback' de café no país [importação com o objetivo de reexportação]. Segundo ele, há uma cultura errada dos produtores brasileiros de que essas importações poderiam derrubar os preços internos do café.
Malta não concorda com essa avaliação. Para ele, ao contrário, essas importações permitiriam a elevação do volume exportado pelo setor, aumentando as compras de matérias-primas no mercado interno pelas indústrias.
Investimentos As operações de 'drawback' trariam, ainda, investimentos de indústrias estrangeiras para o país. Essas empresas continuam fazendo investimentos em outros locais porque, se se instalarem por aqui, não conseguem adquirir cafés de outros países para fazer o 'blend' de que necessitam.
Edivaldo Barrancos, diretor comercial para os mercados interno e externo da Café Iguaçu, diz, ainda, que a ausência do 'drawback' influencia inclusive nos custos das empresas nacionais, que perdem competitividade no mercado externo quando o país passa por secas, quebras de safras ou desacertos no câmbio.
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IGUAÇU NA ESPANHA
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Folha de S Paulo - A paranaense Café Iguaçu investe 15 milhões na Espanha em joint venture com a Seda Solubles de Palencia. Em 2006, a nova fábrica inicia a produção de 4.000 toneladas de liofilizados. Os produtos da Iguaçu já chegam a 40 países. A empresa também inicia campanha para elevar a participação no mercado paulista.
CAFÉ EM PARIS Doze marcas de cafés gourmet brasileiros serão colocados no mercado francês, a partir de hoje, para degustação. O objetivo é conseguir uma parcela desse mercado.
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