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Os brasileiros que colecionam bons negócios
CAFÉS ESPECIAIS - quinta-feira, 4 de agosto de 2005 21:14 por Send Yahoo Messanger message to author News Cafeicultura
Valor Econômico - Até a compra pela Coca-Cola, a Sucos Mais era controlada por dois grupos brasileiros: o WRV e o MonteSanto Tavares. Os sócios dos grupos têm um histórico de sucesso na condução dos seus negócios e na posterior venda para grupos multinacionais.

O grupo WRV foi dono do Supermercado Mineirão, vendido para a francesa Carrefour em 1999. Comenta-se no mercado que, na época, a venda foi feita por um valor elevado.

Depois da venda para o Carrefour, o grupo WRV tornou-se sócios da varejista Epa, sexta no ranking nacional da Abras de 2004 com um faturamento de R$ 1,135 bilhão. Em 2003, a rede ocupava o 11º posto. Assim como fez com a Sucos Mais, os empresários mineiros transformaram o Epa em negócio muito maior. Na época em que compraram participação na rede, ela tinha só 22 lojas. Hoje são 64.

O grupo MonteSanto Tavares, de Ricardo Tavares, foi proprietário do Café Três Corações, adquirido pela empresa de alimentos e laticínios de Israel, Strauss-Elite. A venda aconteceu em dezembro de 2000 por US$ 40 milhões. Em julho do ano passado, a família Tavares voltou ao negócio de torrefação com a indústria de café, Fino Grão. A fábrica funciona em Contagem na antiga sede da Café Aymoré. Na ocasião, foram anunciados investimentos de R$ 11 milhões no negócio, adquirido em sociedade com o grupo Veloso Café do Cerrado, também mineiro.

Segundo o mercado, a conclusão da venda da Sucos Mais para a Coca-Cola demorou a acontecer numa primeira fase - em função do preço - e, posteriormente, porque os sócios não queriam sair totalmente do negócio, o que, de fato, não aconteceu. A Coca-Cola adquiriu 82% das ações com direito a voto e 41% do capital total. [DB]






 
Busca por proteção no campo
CAFÉS ESPECIAIS - segunda-feira, 25 de julho de 2005 16:19 por Send Yahoo Messanger message to author News Cafeicultura
JB Online - Entre os inúmeros riscos a que estão expostos os produtores agrícolas está o da depreciação de preços no mercado internacional, que afetou a soja este ano; para combater o problema, Néstor Osorio, diretor-executivo da Organização Internacional do Café [OIC], prega a busca por maior qualidade nos produtos.

- Os principais compradores de produtos agrícolas protegem seus mercados com pesados subsídios. Uma das saídas para países como o Brasil é agregar valor ao produto básico, o que no setor cafeeiro significa o investimento em cafés especiais, que estão menos suscetíveis a oscilações de preços - pondera Osorio, acrescentando que a estratégia vale para qualquer produto.

Humberto Santa Cruz Filho, presidente da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia [Aiba] ressalta que os produtores brasileiros adotam cada vez mais a produção empresarial, o que ajuda a proteger contra choques externos.

- Precisamos tirar a mentalidade do agronegócio dos grandes produtores e levá-la também aos pequenos agricultores - diz.

Rafael Rosas







 
Do expresso forte ao frapê gelado, o café conquista fãs
CAFÉS ESPECIAIS - sábado, 23 de julho de 2005 11:39 por Send Yahoo Messanger message to author News Cafeicultura
Gazeta web TELMA ELITA - Sérgio Amorim Filho e Benigna Fortes: freqüência garantiu a inclusão do muffin no menu Como as máquinas, o brasileiro precisa de combustível para começar o dia. Mas a lenha que aquece as válvulas do povo tupiniquim é o café, pelo menos desde a segunda de do século XVIII. Segundo o pesquisador Cláudio Bornari [Dicionário-Almanaque de Comes & Bebes], as primeiras sementes que chegaram ao Brasil eram provenientes de um roubo: fruto da esperteza de um português, Francisco de Melo Palheta, que trouxe as mudas contrabandeadas da Guiana Francesa. Salve a artimanha!
A planta, que começou a ser cultivada no Pará, foi tomando o solo brasileiro. Mas mais do que pelos cafezais, essa terra foi envolvida mesmo foi pelo costume, ou seja, pelo hábito de tomar café de manhã para acordar. E depois do almoço? Você concorda que não há nada melhor do que um “cafezinho” - assim mesmo, no diminutivo mais íntimo?
Mesmo a tradição não evitou que a bebida ganhasse um status diferenciado, além da trivial rotina. Para muitos, o café virou paixão. As pessoas que saem de casa em busca da excelência dos quatro “M”: michela [grão em italiano], máquina, moinho e mão do barista. E não é só: a exigência, muitas vezes, abrenge até o ambiente, transformado em centro para leituras e conversas.
Em Maceió, os cafés se multiplicam. Os mais cativantes prendem pelos agrados aos fregueses. Oferecem revistas de diferentes segmentos, jornais e outras publicações. A música vai da MPB ao jazz [relax absoluto]. A decoração é outro diferencial, sempre assinada por profissionais gabaritados. As cafeterias locais vão da modernidade ao revival histórico.
A diversidade no menu, que vai do expresso ao frapê, implica também na multiplicidade dos freqüentadores. O balcão recebe bem os clientes que chegam sozinhos, ansiosos por uma bebida de sabor forte. “Sinto-me bem vindo para cá sozinha. Pego uma revista, leio. É um tempo que reservo para mim”, conta a empresária Mamá Omena, fã do cappuccino light. Durante a conversa, ela dividia a mesa com a filha e uma amiga.
Discurso semelhante tem o bancário Múcio Toledo, que diz se sentir muito à vontade nesses ambientes. “Venho ao café ao menos três vezes por semana. Acabei de jantar. Tinha as opções do cafezinho e da sobremesa em casa, mas preferi vir para cá. Gosto do ambiente”.
Mas as cafeterias também são lugar para a família. Numa mesa, a conversa acalorada embala dois casais: Sérgio Amorim e Dalva Tenório, acompanhados pelo filho, também Sérgio Amorim, e pela esposa, a médica Benigna Fortes. “Nós somos habitués. Quando não venho, sinto falta. Me atrai a qualidade do café e a variedade dos complementos”, diz Benigna. A inclusão do muffin no cardápio foi sugestão do empresário Sérgio Amorim Filho. “O ambiente conta muito e a música de qualidade é sinônimo de bem-estar”, observa.
O quarteto é unânime em um ponto: na escolha do café-com-leite como bebida favorita. Eles sugerem a ida aos domingos pela manhã, quando o lugar costuma receber famílias inteiras, num banquete com waffles, bolos, pães e todas as misturas possíveis a partir do café.








 
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