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Estoques de café em elevação
COOPERATIVAS - segunda-feira, 18 de julho de 2005 14:50 por Send Yahoo Messanger message to author News Cafeicultura
Valor Econômico - Os estoques de café beneficiado nas mãos das cooperativas aumentaram no mês passado. Em 30 de junho, os volumes acumulados totalizavam 3,07 milhões de sacas, um crescimento de 31,1% sobre o mesmo período do ano passado, de acordo com o Conselho Nacional do Café [CNC]. Em relação a maio, o aumento foi de 4,2%.

No mês passado, as cooperativas receberam 610,8 mil sacas, volume 5,5% menor que o mesmo mês de 2004. Os volumes de café acumulados na safra 2005/06 totalizam 784,9 mil sacas, 8,4% menor o mesmo período de 2004/05. Já os volumes de café comercializados pelas cooperativas totalizaram 487,2 mil sacas em junho, alta de 1,4% sobre junho passado.

Segundo Maurício Miarelli, presidente da CNC, o aumento dos estoques reflete o avanço da colheita de café arábica. 'Praticamente 50% da colheita de café arábica já foi concluída', disse. 'Os estoques de café vão crescer até setembro, por conta do pico da safra', afirmou Miarelli. A comercialização está em um ritmo mais lento nas últimas semanas porque os produtores estão esperando que os preços se valorizem mais. [MS]

Editoria: Agronegócios







 
Cooperativas assumem armazéns do IBC
COOPERATIVAS - segunda-feira, 18 de julho de 2005 13:38 por Send Yahoo Messanger message to author News Cafeicultura
GAZETA DO POVO Curitiba – Estruturas têm capacidade para receber 165 mil toneladas de grãos em seis cidades Depois de quase quatro anos de cabo-de-guerra e peregrinações a Brasília, cinco cooperativas do estado conseguiram formalizar ontem o arrendamento de sete armazéns do extinto Instituto Brasileiro do Café [IBC]. O compromisso foi assinado pelo ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, na sede da Organização das Cooperativas do Estado do Paraná [Ocepar], em Curitiba, com dirigentes da Coamo, Coceal, Valcoop, Cocari e Cocamar. O ministro aproveitou a ocasião para anunciar a cessão gratuita de imóveis da antiga LBA para 31 municípios.

A capacidade total de armazenamento dos imóveis do IBC, que somam 108,4 mil metros quadrados de área construída, é de 165 mil toneladas, nas cidades de Peabiru, Ibiporã, Londrina, Mandaguari, Marialva e Paissandu. O contrato de arrendamento valerá por um período de dez anos, sendo cinco de carência. As cooperativas vão pagar por mês o equivalente a 0,8% do valor de cada imóvel à Secretaria de Patrimônio da União, o que vai garantir uma receita mensal de cerca de R$ 151,6 mil, atualizada pelo IGP-M.

Na prática, os armazéns já vinham sendo utilizados pelo sistema cooperativo paranaense, mas o governo ainda não havia oficializado o contrato, o que deixava apreensivos os cooperativistas. “Nesses quatro anos, estivemos várias vezes em Brasília cobrando uma solução, mas a coisa não se definia”, comentou o presidente da Ocepar, João Paulo Koslovski.

Segundo ele, o nó foi desatado graças principalmente à atuação do senador Flávio Arns [PT-PR], presente à cerimônia, e do ministro Paulo Bernardo. “Quando nos encontramos no Fórum dos Presidentes das Cooperativas do Paraná, o ministro pediu de 45 a 55 dias para trazer uma solução. Ontem [quinta] essa reunião fez 53 dias – ou seja, o ministro cumpriu o prazo.”

Para o ministro, a ação “é um estímulo a um setor muito forte e socialmente importante”, particularmente no Paraná. “Nós temos a responsabilidade de fazer isso funcionar melhor.” Ele contou que esse “desembaraço burocrático” começou no Paraná e será propagado pelo Brasil. “A União tem quase 600 imóveis que precisam ser regularizados – 25 deles ainda pendentes no Paraná. O maior problema de um imóvel sem regularização é que o estado ou o município não tem como fazer investimentos”, ressaltou.

Luigi Poniwass






 
Cotia teve mais de 10 mil funcionários
COOPERATIVAS - segunda-feira, 20 de junho de 2005 13:27 por Send Yahoo Messanger message to author News Cafeicultura
Folha de Londrina - A Cooperativa Agrícola de Cotia foi fundada em 1927, em Cotia [SP], com o nome de Sociedade Cooperativa de Responsabilidade Ltda dos Produtores de Batata S/A por 83 bataticultores. Somente em 1933 passou a ser Cooperativa Agrícola de Cotia e mudou a sede para São Paulo.

Com o passar dos anos, a Cotia foi crescendo e se espalhando para os estados de São Paulo, Paraná. Bahia, Minas Gerais, Mato Grosso, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Distrito Federal, Pará, Fortaleza, Pernambuco, Goiás, Rondônia.

Nesses locais, os armazéns da cooperativa atuavam em vários setores agrícolas: soja, café, batata, algodão, trigo, milho, arroz, alho, rami, amendoim, frutas, ovos, verduras, legumes, suínos, aves. Em 1988, a cooperativa tinha 16.309 cooperados e 10.796 funcionários. [V.B.]

Ex-funcionários tentam receber ação trabalhista

Karina Yamada

Direitos trabalhistas de ex-funcionários da Cotia em Londrina estão estimados em R$ 25 milhões

Ex-funcionários da antiga Cooperativa Agrícola Cotia, uma das maiores do Brasil que foi desativada há 11 anos, tentam há cinco anos receber uma ação trabalhista que já tramitou em todas as instâncias e tem decisão favorável. No Paraná são mais de mil ex-funcionários - sendo que cerca de 370 estão na região de Londrina. Com a auto-falência decretada em 1994, a Cotia ainda mantém um grande patrimônio espalhado em vários estados do Brasil. Boa parte está arrendada e outra se deteriorando.

Os direitos trabalhistas de um grupo de ex-funcionários de Londrina, que procurou a Folha, estão estimados em R$ 25 milhões. De acordo com o grupo, em 1999 os bancos destituíram os liquidantes da Cotia [três cooperados] e a Justiça indicou o advogado Rolff Milani de Carvalho, de São Paulo, como síndico da massa falida.

Segundo os ex-funcionários, a cooperativa tem dinheiro mas não paga alegando que tem dívidas pendentes com os bancos credores. ''Em cinco anos, não houve publicação em edital de chamamento dos credores, o que deveria ser feito pelo síndico. Todas as nossas tentativas para receber o dinheiro, foram em vão. Não tivemos nenhuma resposta positiva. Tudo que a gente propõe não tem respostas'', conta Jânio Yamaguto, um dos ex-funcionários.

Outro ex-funcionário, Nelson Cirino de Andrade, informa que o chamamento dos credores deve partir do síndico para que a Justiça analise o pedido e dê prazo para que todos os credores se habilitem ao crédito. ''Se o síndico não faz isso, o processo fica emperrado'', comentou. De acordo com Andrade, boa parte do patrimônio da Cotia no Paraná está arrendada. Porém, nas regiões onde os imóveis não foram alugados como em Guaíra, por exemplo, o prédio está todo deteriorado. ''Com a deterioração, estamos perdendo a capacidade de receber. Nas nossas propostas, já pedimos imóveis como forma de pagamento, mas não tivemos respostas'', contou Andrade. Só no Paraná, a cooperativa mantinha ativa mais de 20 unidades de armazenamento e mais de 30 escritórios regionais.

Quando fechou as portas em 1994, muitos ex-funcionários não tiveram tempo para se aposentar embora estivessem com a idade avançada. Hoje, diz Andrade, não conseguimos manter o padrão de recolhimento, tendo que aceitar o sub-emprego para não passar necessidade. Marinês Beraldelli da Silva teve o marido trabalhando durante anos na cooperativa. Ele faleceu há dois meses e meio e ela tenta agora rever o que era de direito dele. ''Passamos por muitos problemas após o fechamento da cooperativa e ele morreu esperando receber os recursos''.

Vera Barão
Reportagem Local







 
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