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Novo levantamento da safra de café será divulgado nesta sexta-feira [12]
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O diretor de Logística e Gestão Empresarial da Companhia Nacional de Abastecimento [Conab], Sílvio Porto, e o diretor do Departamento de Café do Ministério da Agricultura, Vilmondes Olegário, divulgam nesta sexta-feira [12], às 16 horas, o resultado do 3º levantamento da safra de café 2005/2006. O anúncio será no 7º andar do Ministério da Agricultura, em Brasília.
A pesquisa de campo foi realizada por 76 técnicos da Conab, no período de 3 a 29 de julho, nos principais estados produtores, como São Paulo, Minas Gerais, Espírito Santo, Paraná, Mato Grosso, Rio de Janeiro, Bahia e Rondônia.
O estudo foi complementado com informações do Geosafras, que utiliza técnica baseada em geotecnologia [pesquisa por satélite]. No levantamento anterior, divulgado em abril, a Conab estimou a produção em 32,5 milhões de sacas de café.
Mais informações: www.conab.gov.br
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Colheita de café tem que dobrar
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Estado de Minas - O Brasil terá de produzir 60 milhões anuais de sacas de café, dentro de dez anos, para continuar a abastecer 40% do mercado mundial. A produção média foi de 32 milhões de sacas nas últimas três safras. É preciso definir agora qual será a política para alcançar os 60 milhões, destaca o secretário de Produção e Agroenergia do Ministério da Agricultura, Linneu da Costa Lima. Essa política poderá exigir, segundo ele, a renovação de parte substancial dos cafezais brasileiros, pois há suspeita de que cerca de 40% do parque cafeeiro nacional tenha mais de 20 anos e esteja perdendo produtividade.
Não só o governo brasileiro se prepara para cuidar da cafeicultura. Em setembro, o ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, deverá presidir em Salvador a Segunda Conferência Mundial do Café. O encontro servirá para a prospecção de novas políticas para o setor, depois de uma crise de quatro anos que desempregou meio milhão de pessoas na América Central e agravou a pobreza em países africanos que dependiam da economia cafeeira em mais de 50% de sua receita de exportação.
Embora as cotações tenham aumentado cerca de 40% nos últimos 12 meses, os países produtores apenas começam a sair da crise, afirma o diretor-executivo da Organização Internacional do Café [OIC], o colombiano Néstor Osorio. Segundo ele, é preciso aproveitar o momento para discutir na conferência internacional questões que vão muito além da rotina. A OIC, explica, não deve ser mais um instrumento de intervenção e de regulação do mercado, até porque o custo da retenção do produto acaba caindo sobre poucos países, normalmente Brasil e Colômbia, os maiores produtores.
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Café Gourmet, orgulho entre paulistas
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A região Mogiana, no Estado de São Paulo, destaca-se como um dos grandes centros produtores de cafés com qualidade diferenciada Maior produtor mundial de café, o Brasil possui alguns pólos, como o Estado de São Paulo, onde o cultivo dos grãos ganha destaque tanto pela quantidade, quanto pela qualidade. O Café do Centro, maior torrefadora de café gourmet do país, trabalha com a produção paulista e criou um selo de origem, que classifica os grãos quanto ao local de cultivo e atesta a qualidade dos cafés especiais. Atuante desde 1916, a empresa tem investido nos chamados cafés gourmets, ou seja, aqueles com grãos 100% arábicos, de sabor agradável e aromático, provenientes de uma planta delicada, bem adaptados a grandes altitudes e clima ameno.
Em São Paulo a região mais propícia ao cultivo fica no interior, na região Mogiana. 'Os melhores grãos são colhidos em altitudes superiores aos 1.100m. O resultado é uma bebida marcante com aroma frutado e acidez mediana', explica o sócio-diretor do Café do Centro, Rafael Branco Peres.
Estima-se que a média mensal nacional de consumo de café oriundo dessa região seja superior a 2 milhões de xícaras.
A bebida preparada com os grãos selecionados do Café do Centro pode ser apreciada nos melhores restaurantes, cafeterias e empórios de todo o Brasil.
Café Mogiana: Aroma: frutado Sabor: suave e adocicado Corpo: encorpado Acidez: medianamente alta Região: situada no nordeste de São Paulo, a região da mogiana caracteriza-se pela excelência na produção de cafés especiais, com o cultivo em altitudes superiores a 1.100 metros e temperatura média anual amena [cerca de 20ºC].
Inaugurada primeira miniindústria de café no Brasil O serviço, que conta com consultoria de uma cafeóloga e funcionários treinados é inédito no país, que é o segundo maior consumidor mundial do produto.
Foi inaugurada em julho, pelo Pão de Açúcar, a primeira miniindústria de Café do Brasil instalada em um supermercado, fruto da parceria entre a rede de supermercados e o Café Damasco. Instalada na loja Real Parque, a miniindústria será uma ilha totalmente dedicada aos cafés de alta qualidade. Nesse espaço os clientes terão a oportunidade de montar seu próprio blend - mistura de grãos que diferencia os cafés - podendo levá-lo para casa ou saboreá-lo no próprio local. De hora em hora será oferecido para degustação café de uma das origens selecionadas - São Paulo, Minas Gerais, Paraná e Bahia - de modo que os clientes, ao apreciarem a bebida, possam perceber as diferenças e especificidades de sabor e aroma de cada um. Após a escolha de grãos pelo cliente, é feita a moagem e torrefação, de acordo com a cafeteira a ser utilizada - expresso, filtro de papel ou cafeteira italiana. Todas as etapas do processo são realizadas por funcionários especialmente treinados e podem ser acompanhadas pelo consumidor.
Todos os funcionários e atendentes passam por um treinamento intensivo, coordenado pela consultora Eliana Relvas. Eles são treinados para solucionar as mais diversas dúvidas dos clientes e orientá-los no momento da compra. As informações vão desde a origem do produto, preparo da bebida e utensílios adequados, até técnicas de degustação e avaliação das diferenças entre cafés especiais e tradicionais. O Pão de Açúcar torna-se, assim, a segunda rede no mundo a contar com a assessoria de uma cafeóloga. Somente a Hediard, de Paris, contava com esse tipo de serviço. Pesquisa revela que em 2004 o café foi a segunda bebida mais consumida por brasileiros, perdendo apenas para a água. Outra tendência é ampliar a busca por qualidade. O consumo do chamado café premium [gourmet, descafeinado] cresceu 300% no último ano.
Informações: www.pacafes.com.br
Fonte: www.gutachaves.com.br
De Nossa Redação
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