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A importância do café nosso de todos os dias
DIA DO CAFÉ - quarta-feira, 25 de maio de 2005 10:52 por Send Yahoo Messanger message to author News Cafeicultura
Embrapa café - Dia 24 de maio é o dia Nacional do Café. É um dia especial para lembrarmos da importância desse produto para a economia brasileira e os benefícios do café para a saúde humana - O Brasil é o maior produtor mundial de café. Desde sua chegada ao país, em 1727, o café foi o maior gerador de riquezas e o produto mais importante da história nacional. Hoje, o café continua sendo um importante gerador de divisas [US$ 2 bilhões anuais, ou 26 milhões de sacas exportadas ao ano], contribuindo com mais de 2% do valor total das exportações brasileiras, e respondendo por mais de um terço da produção mundial. Um mercado ainda em franca expansão, cujo agronegócio gera, no mundo todo, recursos da ordem de 91 bilhões de dólares ao comercializar os 115 milhões de sacas que, em média, são produzidos. A atividade envolve, ainda, meio bilhão de pessoas da produção ao consumo final [8% da população mundial].
É nesse mercado gigantesco que estão centrados os interesses da cadeia produtiva do café brasileiro, que contribuiu com mais de 30% da produção mundial nas últimas safras, gerando mais de 8 milhões de empregos diretos e indiretos no país [é o setor do agronegócio brasileiro que mais emprega no Brasil].
O aporte tecnológico para o agronegócio café brasileiro é dado por instituições de pesquisa e desenvolvimento que hoje estão reunidas no Consórcio Brasileiro de Pesquisa e Desenvolvimento do Café - CBP&D/Café, coordenado pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária - Embrapa, por meio de uma de suas Unidades Descentralizadas, a Embrapa Café. Foi criado em 1997, por iniciativa de dez tradicionais instituições de pesquisa cafeeira: Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola S.A. [EBDA,] Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária [Embrapa], Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural [Incaper], Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais [Epamig], Instituto Agronômico de Campinas [IAC], Instituto Agronômico do Paraná [Iapar], Empresa de Pesquisa Agropecuária do Estado do Rio de Janeiro [Pesagro-Rio], Secretaria de Apoio Rural e Cooperativismo do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento [MAPA/SARC], Universidade Federal de Lavras [Ufla] e Universidade Federal de Viçosa [UFV].
Hoje são mais de 40 instituições reunidas em um modelo pluralista, democraticamente participativo, com coordenação em nível nacional e execução descentralizada. Todo o trabalho de pesquisa é orientado para as necessidades dos clientes - cafeicultores, indústria, comércio, governo e consumidor final. Um esforço concentrado de pesquisa que vem ampliando a base da evolução do negócio café brasileiro.
O Consórcio é considerado o braço científico e tecnológico do Conselho Deliberativo da Política do Café - CDPC, um colegiado formado por todos os segmentos do agronegócio do café, que, com o Consórcio, discute e orienta a realização do Programa Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento do Café - PNP&D Café.
O Consórcio é responsável pela execução do maior programa mundial de desenvolvimento do café, que compreende centenas de ações de pesquisa e transferência de tecnologia, no qual encontram-se envolvidos 1.300 pesquisadores e extensionistas atuando em todos os segmentos da cadeia produtiva cafeeira.

Resultados de pesquisas

Entre as várias tecnologias desenvolvidas ou adaptadas para o agronegócio café brasileiro, algumas se destacam, como o desenvolvimento de cultivares melhoradas, cuja utilização pelos produtores brasileiros pode incrementar a produtividade média de café em mais de 20%, utilizando menos agrotóxicos e aumentando a rentabilidade do cafeicultor, contribuindo decisivamente para a sustentabilidade da cafeicultura brasileira.
As mais modernas pesquisas em biotecnologia realizadas pelos pesquisadores do CBP&D/Café possibilitaram a obtenção do primeiro sequenciamento mundial do genoma do cafeeiro. Cientistas integrantes do Projeto Genoma Café construíram um banco de dados com 200 mil seqüências de DNA, o que colocou o Brasil na liderança da pesquisa genética do cafeeiro.
Médicos e pesquisadores também estão estudando os efeitos do café na saúde humana. E muita coisa já foi revelada sobre esse produto já considerado pela comunidade científica como sendo um alimento nutracêutico e funcional, ou seja, que possui efeitos nutricionais e farmacêuticos.
Isso porque o café não é formado apenas por cafeína, mas por muitos outros componentes muito importantes para o nosso organismo, como sais minerais, açúcares, lipídios, aminoácidos e vitamina, além dos ácidos clorogênicos, que ajudam a prevenir a ocorrência de depressão, disfunções psíquicas e doença cardíaca, além de ajudar a combater o impulso de consumir tabaco, álcool e outras drogas ilegais.
Por causa da grande descoberta dos efeitos do café para a saúde humana, a Embrapa Café e a Fundação Zerbini [Incor], deverão assinar, em breve, um acordo que vai avaliar os benefícios do café para a prevenção e cura de doenças do coração. Este acordo irá resultar, também, na criação da Unidade de Pesquisa Café e Coração. Esta é a primeira vez no mundo que uma empresa de pesquisa agropecuária e um instituto de doenças cardiovasculares se unem para desenvolver pesquisas em parceria.
Por isso, nesse dia 24 de maio, Dia Nacional do Café vamos comemorar as conquistas dos cientistas, produtores, agroindustriais e todos os trabalhadores do agronegócio café brasileiro, que trouxeram conhecimento e divisas para o nosso país. E vamos comemorar fazendo um brinde com um bom cafezinho!

Maiores informações:
Jurema Iara Campos [MTb 1.300/DF]

Jornalista da Embrapa Café

Fone: [61] 448-4566
E-mail: jurema.campos@embrapa.br








 
A QUALIDADE DO CAFÉ E O AUMENTO DO CONSUMO
DIA DO CAFÉ - terça-feira, 24 de maio de 2005 11:52 por Send Yahoo Messanger message to author News Cafeicultura
Guivan Bueno Presidente da ABIC - Ampliar continuamente o consumo do café é o grande desafio que todos perseguem em muitos países, sejam eles produtores ou consumidores do produto - Nos anos recentes, poucas ações conseguiram transformar o discurso em realidade. As exceções, sempre comentadas por especialistas e pela imprensa mundial, têm sido os segmentos de cafés de alta qualidade, que conseguiram criar uma percepção de valor e exclusividade, associada a um hábito requintado, mas democrático, porque acessível a todos os consumidores, que tem sido impulsionado pela expansão das casas de café e pelo consumo fora do lar, sempre em escala crescente.

Entretanto, há uma questão fundamental e intrigante, relacionada ao grande consumo de massa, cujo crescimento parece muito tímido para comportar a grandiosidade da atividade da indústria de café em todo o mundo.



Solucionar os gargalos que inibem o consumo de café, enquanto se concorre com outras categorias de bebidas - geralmente mais agressivas nos investimentos em marketing para disputar a preferência dos consumidores -, e se busca uma alternativa de agregação de valor que beneficie os vários agentes da cadeia produtiva do café, garantindo-lhes volume de negócios, rentabilidade e sustentabilidade econômica, social e ambiental, parece ser o grande desafio dos governos, organizações e empresas líderes de nosso setor em todo o mundo.

A ABIC, atenta às mudanças que estão acontecendo nestes tempos, entende que a grande alternativa continua sendo a ampliação do consumo através da oferta de produtos melhores para os consumidores, isto é, ter a qualidade como ferramenta essencial para a ampliação do consumo.

A busca da rentabilidade pela perda da qualidade do café, é uma via enganosa e extremamente perigosa. Um produto sem o apelo do prazer, pode ser rapidamente descartado pelo consumidor que, silenciosamente, vai exercendo o seu direito de substituir suas preferências. A pesquisa 'Tendências do consumo de café - 2004' identifica a baixa qualidade [sabor] como a segunda principal razão para a redução do consumo de café.

O Programa do Selo de Pureza, criado pela ABIC em 1989 e que ainda permanece ativo, foi a primeira iniciativa de nossa entidade para impulsionar o consumo através da melhoria da qualidade. Seu sucesso é reconhecido mundialmente.

Em 2004, a ABIC está enfrentando o seu segundo e maior desafio, que é a criação e o lançamento do novo PQC - Programa de Qualidade do Café, sobre o qual ainda vamos falar e escrever muito nos próximos meses e anos.

O PQC pretende avançar sobre questões essenciais para a verdadeira oferta de produtos melhores para os consumidores brasileiros, e que são um grande desafio para muitas indústrias em todo o mundo. Baseando-se na premissa de que a qualidade é a força motriz do consumo de café, o PQC vai estimular as indústrias de café brasileiras a enfrentarem uma grande batalha para muitas delas, qual seja a de produzir não apenas um produto melhor, mas, também, assegurar a consistência desta qualidade ao longo do tempo e comprovar que o processo produtivo e o ambiente industrial estão suficientemente adequados e controlados para garantir a repetição deste padrão de qualidade em todos os lotes produzidos.

A ABIC pretende tornar o PQC uma ferramenta de aperfeiçoamento para as indústrias do setor, com ganhos também para os demais parceiros do agronegócio.

Fidelização dos fornecedores do grão verde, aperfeiçoamento dos serviços prestados pelos corretores, acesso a tecnologias de produção mais modernas, desenvolvimento do uso de embalagens avançadas, investimento na educação dos consumidores e em marketing, agregação de valor entre todos os agentes da cadeia produtiva, tudo isto poderá ser potencializado com o sucesso do novo PQC.

E a ABIC direciona seus esforços neste modelo de programa que está sendo finalizado para ser lançado para o setor em meados de 2004. E para tanto, está articulando a participação dos principais canais de distribuição dos produtos aos consumidores, como os supermercadistas e varejistas, para que eles também se beneficiem da oferta de cafés melhores ao público, o que, seguramente, proporcionará o aumento do consumo no Brasil.

Este novo site da ABIC, em funcionamento desde Janeiro de 2004, será um importante veículo de informação e difusão de conhecimentos sobre o café, as suas qualidades e o seu consumo no país.








 
Cafeicultor celebra seu dia em momento de recuperação
DIA DO CAFÉ - terça-feira, 24 de maio de 2005 11:48 por Send Yahoo Messanger message to author News Cafeicultura
Folha da Manhã - MG BELO HORIZONTE - Brasil celebra nesta terça-feira o Dia Nacional do Café, em um momento em que a atividade, depois de crises sucessivas, registra recuperação dos preços recebidos pelo produtor. 'Neste ano, o cafeicultor pode comemorar a data, pois o desequilíbrio entre a oferta e a demanda mundiais resultou em melhoria das cotações. Os preços médios saltaram de R$ 225,00 para R$ 330,00 a saca de 60 quilos', diz o presidente da Comissão Nacional de Café da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil [CNA], João Roberto Puliti.[Confira a matéria completa na edição impressa da Folha]







 
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