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Café: em julho choveu o dobro da média histórica no sul de Minas
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As chuvas no sul de Minas no mês de julho alcançaram praticamente o dobro da média histórica. Segundo levantamento da Estação de Avisos Fitossanitários, do Ministério da Agricultura, em Varginha, o índice pluviométrico no mês passado foi de 39,0 mm, praticamente o dobro da média histórica para o mês que é de 19,7 mm.
Segundo os especialistas da estação, no fim de julho, o armazenamento de água no solo foi de 62,2 mm, acima do normal para a região no período. A temperatura média foi de 16,3 graus, semelhante à média histórica [16,2 graus]. A temperatura máxima absoluta foi de 26,3 graus e a mínima, 5,6 graus. A EvapoTranspiração Potencial [ETP] foi 62,0 mm.
Em relação ao ataque de pragas e doenças, os pesquisadores informam que nas lavouras não controladas, localizadas na Fazenda Experimental de Varginha, o índice médio de infecção pela ferrugem foi de 62,8%, semelhante ao mês anterior [60,8%], variando de 32,0% a 95,0% para diferentes espaçamentos e carga pendente. 'Estes índices observados indicam queda na safra futura, para lavouras que não receberam um controle adequado da doença'. O controle não é mais recomendado.
A infecção média por cercospora foi de 9,9%, acima da média do mês anterior que foi de 7,8%. Lavouras novas e lavouras mal nutridas podem apresentar infecções maiores. Quanto à phoma, os pesquisadores revelam que, em virtude das condições climáticas, alguns talhões apresentaram aumento significativo na ocorrência da doença, sugerindo monitoramento para utilização ou não de controle.
Em relação às pragas do cafezal, a estação informa que o nível de ataque pelo bicho mineiro é considerado estável. 'É aconselhável o monitoramento, principalmente em lavouras novas, para definir a necessidade ou não de controle', diz o comunicado mensal da estação. No período, foi baixa a incidência de ácaro vermelho. Também foi baixa a incidência de broca, 'não é mais aconselhável o controle, e lavouras com ataque devem ser colhidas de imediato'.
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Tempo seco e quente no país continua beneficiando colheita do café
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INFOTempo - Uma grande massa de ar seco deixou o tempo ensolarado e quente em quase todas as regiões agrícolas do país no decorrer da última semana, o que manteve as condições favoráveis para a continuidade da colheita da safra de café.
Na vasta região produtora da cultura, desde o norte do PR até a BA [incluindo as áreas costeiras do ES e da BA, que estavam sendo prejudicadas pelo tempo chuvoso], praticamente não houve registro de precipitação, e a o calor chegou a mais de 30C.
O último levantamento do analista 'Safras e Mercado' indica que 64% da safra de café do país foi colhida até o dia 25 de julho, com um avanço de sete pontos percentuais em relação à semana anterior, mas ainda atrasado em comparação com os últimos anos.
No Litoral Nordestino, o predomínio de tempo seco promoveu o trabalho de campo nas lavouras de cacau e de cana-de-açúcar, enquanto que no interior da região, o clima árido manteve as elevadas demandas de irrigação complementar.
Já no Sul do país, a temperatura média ficou até 3C abaixo do normal e choveu entre 5 e 15 mm na maior parte do PR, o que reduziu o ritmo de desenvolvimento das plantações de trigo de inverno, que estão na fase vegetativa.
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SEM GEADAS
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Com sinais de que o clima está favorecendo a safra brasileira de café num momento de estoques elevados nos países consumidores, a cotação do grão caiu 2,5% ontem em NY.
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