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CAFÉ CONILLON - AGROMENSAL – ESALQ/BM&F Mês de referência: ABRIL/2005
RELATORIOS - sexta-feira, 27 de maio de 2005 19:45 por Send Yahoo Messanger message to author News Cafeicultura
CONILLON A safra de café robusta deste ano foi projetada em 9,2 milhões de sacas de 60 kg pela Conab, em 22 de abril. O Espírito Santo, maior produtor da variedade no País, responderia por 66,3% do volume total produzido, o equivalente a 6,1 milhões de sacas. Para alguns agentes do setor, contudo, a produção da variedade deve ser menor. A Cooabriel [Cooperativa de Cafeicultores de São Gabriel da Palha-ES], alega que a seca prolongada no ano passado afetou a safra local de forma que o volume colhido deve ficar abaixo do estimado oficialmente.
A colheita da nova safra está atrasada no Espírito Santo, com alto índice de café verde, conseqüência da maturação irregular dos cafezais. Produtores locais tiveram que interromper os trabalhos de campo e devem retomá-los na segunda quinzena de maio. Algumas poucas amostras de café novo foram ofertadas em abril, a preços inferiores aos dos grãos velhos.
Apenas o estado de Rondônia já começou a negociar grãos da nova temporada, cuja colheita começou em abril. Os preços praticados estiveram entre R$ 125,00 e R$ 130,00/sc. Produtores rondonienses devem colher cerca de 1,7 milhões de sacas nesta safra. De forma geral, vendedores disponibilizaram poucos lotes de café robusta em abril, pois acreditam que o grão possa alcançar níveis de preços mais altos. Além disso, muitos aguardam a entrada da safra nova para intensificar as negociações.
O Indicador CEPEA/ESALQ do café conillon [ou robusta], tipo 6, peneira 13 acima, teve média de R$ 149,40/sc de 60 kg em abril, queda de 2,9% sobre o valor de março. Apesar da retração, os preços se mantiveram em patamares historicamente elevados, mesmo com o início da safra. O que tem sustentado parcialmente os valores praticados internamente são as altas das cotações futuras na bolsa de Londres [Liffe], reflexo da estiagem no Vietnã, maior produtor mundial da variedade.
Pesquisadora responsável: Margarete Boteon








 
CAFÉ ARÁBICA - AGROMENSAL – ESALQ/BM&F Mês de referência: ABRIL/2005
RELATORIOS - sexta-feira, 27 de maio de 2005 19:40 por Send Yahoo Messanger message to author News Cafeicultura
CEPEA – CAFÉ Análise Conjuntural I - Análise Conjuntural ARÁBICA A safra 2005/06 brasileira de café deve girar em torno de 32,46 milhões de sacas de 60 kg, de acordo com a segunda estimativa da Conab, divulgada em 22 de abril. Para a variedade arábica, foram estimadas 23,261 milhões de sacas. Os números são estáveis frente às 30 a 33 milhões de sacas apontadas no primeiro relatório oficial, de dezembro de 2004. Contudo, representam quebra de 16,1% na comparação com a safra 2004/05, que foi de 38,6 milhões de sacas. Alguns produtores já começaram uma colheita seletiva da safra 2005/06 em São Paulo e no Paraná, e as atividades ganham ritmo em maio. Levando em conta o tempo de secagem, os grãos da nova temporada devem entrar no mercado com mais intensidade somente a partir de junho.
Agentes do setor estão apreensivos com possíveis geadas durante o inverno deste ano, principalmente porque as temperaturas caíram bastante já no outono. Apostando em maiores riscos de perdas na produção, alguns cafeicultores limitam os investimentos nas lavouras, o que pode refletir em diminuição de produtividade e de qualidade do produto.
Num ano de baixa produção no Brasil e no mundo, o mercado futuro desta commodity estará bastante atrelado ao clima nas regiões cafeeiras, principalmente durante o inverno brasileiro. Assim, é grande a possibilidade de altas repentinas de preços – é justamente nestes períodos em que os produtores estão planejando vender o restante da safra 2004/05 e parte da nova temporada [2005/06].

Em abril, a média do Indicador CEPEA/ESALQ do café arábica tipo 6, bebida dura para melhor, foi de R$ 336,40/sc de 60 kg, valor praticamente estável [-0,2%] frente ao do mês anterior. Produtores estão resistentes em ofertar o grão da safra finalizada há pouco[2004/05]. O volume disponível internamente deve permanecer baixo, num cenário típico de entressafra, até que o grão da nova temporada comece a chegar efetivamente ao mercado. Por enquanto, vendedores disponibilizam lotes restritos, principalmente de cafés finos, que continuam sendo a grande exigência do mercado.










 
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